
Peixes é o XIIº Signo do Zodíaco e como tal ele resume, dentro de si todas as qualidades e contradições dos outros signos do zodíaco.
É um signo de Água, mutável e regido pelo planeta Netuno, tendo como co-regente o planeta Júpiter. Netuno, ou Poseidon na mitologia Grega, é a representação do Deus dos Oceanos e das vias submarinas da terra.
Ele pode ser um Deus bondoso e calmo mas pode de repente surgir cheio de cólera, com seu tridente na mão, e se mostrar absolutamente hostil e destruidor.
Nesta figura do Deus Netuno, podemos ver uma característica do signo de Peixes, que está sempre em conexão com um reino sem limites, e de uma profundidade incomensurável.
Peixes sabe que ‘toda a vida se originou nas águas’ e, por esta razão, ele tem a compreensão total do que é ‘a vida’. Sendo o último signo do Zodíaco, ele compreende em si todos os outros signos, por ter desenvolvido, ao longo das encarnações, seja os seis primeiros signos pessoais, que os outros seis, coletivos.
É muito difícil portanto definir ‘o verdadeiro pisciano’. Ele é como um camaleão, se disfarça conforme a ocasião e se adapta a qualquer circunstância. Entre eles encontramos gênios (como Einstein) e ladrões; místicos e religiosos (como Madre Teresa) e drogados (tem muitos!).
Estas características podem também ser relacionados com o planeta Netuno, quando este estiver em destaque no Mapa Natal de uma pessoa. Por exemplo, a compaixão demostrada pela Princesa Diana pode ser vista em seu Netuno no Meio do Céu. Mesmo Ayrton Senna que se tornou um mito e também deixou uma grande obra filantrópica tinha em seu Mapa Natal o planeta Netuno no Meio do Céu. (será coincidência que estas duas figuras foram ‘sacrificadas’ tão repentinamente?)
Peixes é o signo do misticismo e da fé e os piscianos aspiram a uma outra realidade, mais transcendental e longe da realidade. O Pisciano quer ver o mundo perfeito, e por esta razão ele tenta apagar o sofrimento humano da face da terra, seja com a dedicação, seja com o escapismo (quando ele não suporta ver tanta miséria!).
Peixes é extremamente tolerante com os outros, porque ele consegue ver além das aparências e então busca ver, no outro ser, somente o seu melhor lado. Muitas vezes o pisciano é acusado de ser passivo e de não reagir mesmo às mais terríveis ofensas. Na realidade, ele compreende a alma humana como nenhum outro, e sabe que a ambição frenética, a ambição pelo poder, a cobiça, a avidez não trazem a felicidade. Por esta razão ele é tolerante com os outros: as suas motivações são mais interiores e as coisas terrenas não são tão importantes para ele.
Ele tem o segredo do inconsciente e possui a chave para abrir todos os mistérios da natureza humana. Neste signo são resumidos todos os sofrimentos da humanidade, todos os seus anseios, todas as suas desilusões e ele anseia pelo verdadeiro amor universal.
O Mito do signo de Peixes está ligado ao Deus Netuno mas é representado por dois peixes ligados por um cordão de ouro. Estes dois peixes olham cada um numa direção, daí a ambivalência deste signo. Ninguém é mais volúvel e mutável do que Peixes. Ele se disfarça, muda como um camaleão, e adora fazer teatro e criar personagens.
De qualquer maneira ele precisa permanecer no mundo da fantasia pois a realidade é algo incompreensível para ele. Ele não consegue lidar com a matéria. Também o mito do Cristo é associado ao signo de Peixes. Aliás, a Era de Peixes é a Era em que nos encontramos. Ela será substituída pela Era de Aquário (em 2.460 aproximadamente), e no momento estamos vivendo a superposição das duas Eras.
A Era de Peixes é a era dos grandes avatares, como Buda, o Cristo, São João Batista, e outros que vieram trazer para a humanidade a mensagem da Era de Peixes, a Era do Sacrifício, a Era do Amor ao Próximo. Será que a humanidade aprendeu a lição nestes dois mil anos? Não, ainda não....Aí está porque o signo de Peixes é tão devotado e se sacrifica tanto pelo outro ser. A chave para compreendê-lo é a palavra "Compaixão".
Ele possui uma grande compreensão daquele mistério que diz que ‘dentro de cada homem há um Deus’. Ele compreende o significado do princípio hermético "Deus é mente, o Universo é mental". Ele faz parte da Mente Divina. Ele vê em cada ser humano a pequena parcela Divina que ali reside e por esta razão ele perdoa, perdoa sempre.No seu lado negativo falta-lhe perseverança, disciplina, continuidade e dedicação ao trabalho.
Ele não age, espera, e se acha sempre vítima das circunstâncias. Por esta razão permanece passivo e espera que, do Céu, lhe venha uma ajuda providencial.