quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ensinamentos de um cão...




Se um cachorro fosse seu professor você aprenderia coisas assim...
Quando alguém que você ama chega em casa corra ao seu encontro
Nunca perca uma oportunidade de ir passear de carro
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto
Mostre aos outros que estão invadindo o seu território
Tire uma sonequinha no meio do dia e se espreguice antes de levantar
Corra, pule e brinque todos os dias
Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação
Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos
e deite debaixo da sombra de uma árvore
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo
Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...
volte e faça as pazes novamente
Aproveite o prazer de uma longa caminhada
Se alimente com gosto e entusiasmo
Coma só o suficiente
Seja leal
Nunca pretenda ser o que você não é
E o MAIS importante de tudo...
Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio,
fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Sensibilidade do Pisciano


Peixes é o XIIº Signo do Zodíaco e como tal ele resume, dentro de si todas as qualidades e contradições dos outros signos do zodíaco.

É um signo de Água, mutável e regido pelo planeta Netuno, tendo como co-regente o planeta Júpiter. Netuno, ou Poseidon na mitologia Grega, é a representação do Deus dos Oceanos e das vias submarinas da terra.

Ele pode ser um Deus bondoso e calmo mas pode de repente surgir cheio de cólera, com seu tridente na mão, e se mostrar absolutamente hostil e destruidor.

Nesta figura do Deus Netuno, podemos ver uma característica do signo de Peixes, que está sempre em conexão com um reino sem limites, e de uma profundidade incomensurável.

Peixes sabe que ‘toda a vida se originou nas águas’ e, por esta razão, ele tem a compreensão total do que é ‘a vida’. Sendo o último signo do Zodíaco, ele compreende em si todos os outros signos, por ter desenvolvido, ao longo das encarnações, seja os seis primeiros signos pessoais, que os outros seis, coletivos.

É muito difícil portanto definir ‘o verdadeiro pisciano’. Ele é como um camaleão, se disfarça conforme a ocasião e se adapta a qualquer circunstância. Entre eles encontramos gênios (como Einstein) e ladrões; místicos e religiosos (como Madre Teresa) e drogados (tem muitos!).

Estas características podem também ser relacionados com o planeta Netuno, quando este estiver em destaque no Mapa Natal de uma pessoa. Por exemplo, a compaixão demostrada pela Princesa Diana pode ser vista em seu Netuno no Meio do Céu. Mesmo Ayrton Senna que se tornou um mito e também deixou uma grande obra filantrópica tinha em seu Mapa Natal o planeta Netuno no Meio do Céu. (será coincidência que estas duas figuras foram ‘sacrificadas’ tão repentinamente?)

Peixes é o signo do misticismo e da fé e os piscianos aspiram a uma outra realidade, mais transcendental e longe da realidade. O Pisciano quer ver o mundo perfeito, e por esta razão ele tenta apagar o sofrimento humano da face da terra, seja com a dedicação, seja com o escapismo (quando ele não suporta ver tanta miséria!).

Peixes é extremamente tolerante com os outros, porque ele consegue ver além das aparências e então busca ver, no outro ser, somente o seu melhor lado. Muitas vezes o pisciano é acusado de ser passivo e de não reagir mesmo às mais terríveis ofensas. Na realidade, ele compreende a alma humana como nenhum outro, e sabe que a ambição frenética, a ambição pelo poder, a cobiça, a avidez não trazem a felicidade. Por esta razão ele é tolerante com os outros: as suas motivações são mais interiores e as coisas terrenas não são tão importantes para ele.

Ele tem o segredo do inconsciente e possui a chave para abrir todos os mistérios da natureza humana. Neste signo são resumidos todos os sofrimentos da humanidade, todos os seus anseios, todas as suas desilusões e ele anseia pelo verdadeiro amor universal.

O Mito do signo de Peixes está ligado ao Deus Netuno mas é representado por dois peixes ligados por um cordão de ouro. Estes dois peixes olham cada um numa direção, daí a ambivalência deste signo. Ninguém é mais volúvel e mutável do que Peixes. Ele se disfarça, muda como um camaleão, e adora fazer teatro e criar personagens.

De qualquer maneira ele precisa permanecer no mundo da fantasia pois a realidade é algo incompreensível para ele. Ele não consegue lidar com a matéria. Também o mito do Cristo é associado ao signo de Peixes. Aliás, a Era de Peixes é a Era em que nos encontramos. Ela será substituída pela Era de Aquário (em 2.460 aproximadamente), e no momento estamos vivendo a superposição das duas Eras.

A Era de Peixes é a era dos grandes avatares, como Buda, o Cristo, São João Batista, e outros que vieram trazer para a humanidade a mensagem da Era de Peixes, a Era do Sacrifício, a Era do Amor ao Próximo. Será que a humanidade aprendeu a lição nestes dois mil anos? Não, ainda não....Aí está porque o signo de Peixes é tão devotado e se sacrifica tanto pelo outro ser. A chave para compreendê-lo é a palavra "Compaixão".

Ele possui uma grande compreensão daquele mistério que diz que ‘dentro de cada homem há um Deus’. Ele compreende o significado do princípio hermético "Deus é mente, o Universo é mental". Ele faz parte da Mente Divina. Ele vê em cada ser humano a pequena parcela Divina que ali reside e por esta razão ele perdoa, perdoa sempre.No seu lado negativo falta-lhe perseverança, disciplina, continuidade e dedicação ao trabalho.

Ele não age, espera, e se acha sempre vítima das circunstâncias. Por esta razão permanece passivo e espera que, do Céu, lhe venha uma ajuda providencial.

Águas de Março - Antônio Carlos Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira Caingá, candeia, é o Matita Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração